Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Clube Aventura do Barreiro é Vice Campeão Nacional de Corridas de Aventura

E equipa de Elite do CAB subiu ao 2º lugar do pódio no Extreme Challenger, disputado este fim-de-semana na região minhota do vale do Lima, prova que apurou os campeões nacionais da época 08/09 e encerrou o ranking da Taça de Portugal de Corridas de Aventura.
Esta corrida de aventura teve início em Ponte da Barca pelas 13 horas de sábado e terminou em Viana do Castelo às 12 horas de domingo, depois de percorridos ininterruptamente cerca de 190 km em BTT, Orientação pedestre, Canoagem e Canyoning.
A equipa barreirense apenas foi superada pela forte equipa do “Exército 1” (que curiosamente se classificou em toda a época no lugar imediato ao “CAB-Elite”) e deixou o 3º lugar do pódio para a equipa da “Desnível”.
José Neves, Esmeralda Câmara, Ângela Cruz e António Neves foram os protagonistas desta façanha e referiram com agrado o formato no stop, a inclusão do canyon do rio Âncora, talhado na serra de Arga, e a descida nocturna dos rios Vez e Lima, entre Arcos de Valdevez e Ponte de Lima, onde apesar do risco assumido, se experimentou pela primeira vez saltar “às cegas” os inúmeros açudes que ainda existem nestes rios.
Com registo menos positivo esteve o traçado das etapas pedestres e em BTT, onde as equipas mais confiantes foram penalizadas ao aventurar-se num terreno extremamente desnivelado, iludidos por uma organização que não fez o “trabalho de casa”, facto reconhecido por todos os participantes. Ao entrar em primeiro nos longos 27 km de orientação pedestre que compunham a 3ª etapa, a equipa barreirense atacou confiante a montanha por entre mato cerrado e pedregoso, mas pôde comprovar tardiamente que a etapa não fora testada, pois seria impossível cumprir qualquer opção de traçado razoável. Depois de digerir o mau humor provocado pela desclassificação na etapa e consequente perda de todos os CP’s obtidos, José Neves gracejava: “... ainda gostava de saber quem foi o super-homem que a organização contratou para testar a etapa!”, aludindo o facto de ser impossível realizar a etapa na janela temporal proposta. António Neves por sua vez, referiu: “As poucas equipas que terminaram esta etapa correram por asfalto directamente para a meta e sem controlar nenhum CP, o que obviamente não pode ser confundido com estratégia...”
Ao culminar de mais uma época na modalidade, o Clube Aventura do Barreiro reforçou a sua posição no seio das equipas mais competitivas no panorama nacional, ao posicionar-se em 2º no ranking da Taça de Portugal, ladeado pelos “profissionais” do Clube de Praças da Armada e do Exército Português, respectivamente o 1º e 3º classificado.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Campeonato Nacional de Corridas de Aventura: tudo a postos

A equipa CAB-Elite, constituída por António Neves, Esmeralda Câmara, José Neves e Ângela Cruz, desloca-se no próximo fim-de-semana a Ponte da Barca para aí dar início ao Extreme Challenger - prova a contar para a Taça de Portugal de Corridas de Aventura e Campeonato Nacional 2008/2009.
A prova terá 10 Etapas, várias modalidades (BTT, Canoagem, Trekking, Canyoning, Multi-Actividades, etc.) e passará por 4 Concelhos (Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Viana do Castelo), num total aproximado de 180km, 6500m de desnível acumulado e 23 horas non-stop (Valores máximos para a categoria de Elites, na Aventura será aproximadamente 80% destes valores).
Todos os elementos estão motivados e na melhor "forma", para lutar por um lugar no pódio do CN e consolidar a sua posição no ranking da taça.

Domingo, 24 de Maio de 2009

Green vence maratona BTT do Barreiro

Esmeralda Câmara vence escalão principal da Maratona de BTT do Barreiro.

Numa distância de cerca de 86 km, com início e termino no Barreiro esta prova teve a sua passagem pela Serra do Louro, S. Francisco e S. Luís, o que a endureceu qb. A atleta do CAB venceu de forma inequívoca com 4:27, apesar de coincidir com o culminar da semana de pico de volume para o Campeonato Nacional de Corridas de Aventura a disputar a 13 e 14 de Junho no Minho.
Participaram também nesta prova a Ângela Cruz que terminou com 6:12, António Neves 4:27, e José Neves com 4:02 e melhor barreirense na prova.
De salientar que esta participação foi encarada como um treino para as CA's, que não correu como inicialmente tinha sido planeado. Os dois furos do A. Neves e alguns problemas mecânicos na "clássica" American Eagle da Ângela obrigaram a equipa CAB-Elite a separar-se depois de alguns tempos de espera em apoio mútuo.
Uma última palavra para a organização (Fidalbyke, QVG e CMB) pelo excelente evento desportivo que proporcionaram aos mais de 300 participantes.

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Campeonato Nacional de Corridas de Aventura: a equipa CAB-Elite sobe de forma

Na preparação para o objectivo final da época, a equipa de elite do CAB apresenta-se já em boa condição física.

Esses sinais ficaram bem demostrados nas diversas competições de treino onde os seus elementos têm participado, de onde se destaca o 2º lugar alcançado no escalão principal pela Esmeralda (Green) na prova de O-BTT de Monsanto.
José Neves (Zen) pode igualmente testar o seu bom momento de forma ao participar no sábado na prova de O-BTT e no domingo "passear" na corrida de montanha, 13 km entre o Guincho e a Serra de Sintra, onde se posicionou em 60º da geral (em 227 participantes).
No próximo domingo a Ângela, o José Neves, a Esmeralda e o António Neves vão participar na Maratona de BTT do Barreiro. A equipa integra a prova de 80 km onde pretende aplicar um andamento mais próximo da realidade competitiva do "Extreme Challenger" a 13 e 14 de Junho no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Novo sítio do CAB ainda em testes

Novo sítio do CAB ainda em testes

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Prazeres de uma viagem barata

(Correspondência na primeira pessoa)
Boa tarde companheiros de aventura,
após ter reiniciado a volta a Portugal em bicicleta em Almeida e ter-me dirigido para a Régua e depois para o Porto, cheguei ao Barreiro fazendo o percurso de regresso pelo litoral, não pude faltar ao baptismo da minha adorada sobrinha (inicialmente tinha previsto seguir para Miranda do Douro). Ficou por fazer Trás-os-Montes e Minho, espero regressar brevemente, para percorrer também esta zona do país.
Com quase 2200km`s efectuados em bicicleta e em autonomia, mais uma vez, refiro que esta forma de viajar é absolutamente maravilhosa...muitos km´s efectuados sozinho, mas também muitas horas de conversa com viajantes e locais, a eterna hospitalidade dos bombeiros e também o acampamento selvagem.
A N222 desde a Régua até Castelo de Paiva é divinal para se fazer de bicicleta(margem sul do Douro)!!! A paisagem é fantástica e o traçado da estrada deu-me um especial prazer, tem muitas curvas e muito desnível acumulado. Em Resende os bombeiros não me poderam acolher, não tinham condições, iam iniciar obras em breve, fui avisado por eles que não deveria partir, pois dali para a frente não havia onde ficar e já era tarde. Resolvi partir ainda com mais emoção pela dificuldade acrescida e quando alguns km´s mais à frente passei por Caldas de Aregos e percebi que tinha que acampar ali. A vila tem algo de mágico, acampei em frente à marina com o Douro ao nível dos meus olhos, o comboio passa na outra margem, ouço-o como se tivesse bem perto de mim, milhares de pássaros a cantar, casas antigas lindas... Montei a tenda debaixo de um alpendre de uma das entradas das termas, tomei banho no Douro, devia ter tomado banho na água quente que sai das torneiras ali bem perto, das termas, mas só descobri depois.
Na ciclovia de 50km´s que inicia em Pedrogão (antes de Vieira de Leiria) despisto-me batendo com a roda da frente no pequeno muro da ciclovia e quase caiu...50km`s de ciclovia sempre dão para nos distrairmos...
Em Peniche tive o 12º furo da camara de ar da frente e 2º da viagem.
Na Ericeira dou uns mergulhos na praia, e umas ciclistas brasileiras metem-se comigo já na praia, e a conversa prolonga-se intercalada com uns mergulhos,sob um sol e uma conversa quente...
Parto tarde e quando passo pela Praia das Maçãs já é noite. Este percurso foi igualmente fixe, sem lanterna, os pirilampos ornamentavam a berma da estrada...chego a cascais e mais uma vez fico nos bombeiros, já são quase 22.00h. Deito-me pelas 3.00h, bombeiros são gente boa, e novamente a conversa, gargalhadas...viajo sozinho mas conheço ainda mais pessoas do que se viajasse acompanhado, e consigo rir-me imenso com desconhecidos.
Nunca conseguimos transmitir num texto as coisas por que passamos, mas esperamos sempre aguçar o apetite por quem tem interesse por estas coisas...

P.S. Enquanto vou pedalando, ponho-me a pensar nos bombeiros...
Fazem de graça um trabalho que é nobre e carregado de vocação, é arriscado, demonstram uma enorme dedicação e amor pelo que fazem, são pessoas simples, são de fácil relacionamento e têm calor humano. Continuo a pedalar...do lado oposto estão os políticos, arrogantes, mentirosos, enriquecem depressa, são corruptos, querem ser o centro das atenções, andam vestidos com fatos caros e têm sede de poder, não para servir, mas para se servirem...não têm vocação para o que fazem...olhamos para eles e não têm credibilidade...e ganham o que os bombeiros deviam ganhar...é estranho...e a nossa sociedade acha isto normal...
...continuo a pensar enquanto pedalo...e os gestores da Galp ganham 50 000 euros por mês fora regalias, só para terem o trabalho de nos roubar(!). Sim roubar, porque enquanto na Noruega os lucros do petróleo vão para as pensões dos reformados, aqui vão para as contas de apenas alguns...e a Galp há bem pouco tempo dobrou os lucros, num período em que o consumo do combústivel desceu...quando o petróleo subia nos mercados internacionais, a Galp actualizava os preços rápidamente, quando o petróleo descia, a Galp não acompanhava a descida. Sim foi esta a justificação que a própria Galp deu para os lucros gigantescos (nós já sabiamos)! É que nem eficiente consegue ser...(!!!), cala-te boca que já estás a relembrar coisas a mais...
Como seria bom que os politicos e os gestores fossem também bombeiros...


Um abraço a todos,
Nelson Picado

ANTÓNIO NEVES TRI CAMPEÃO NACIONAL DE ORI BTT

António Neves

(correspondência na primeira pessoa)
Olá companheiros
Agradeço desde já todas as felicitações e palavras de incentivo. De facto um dos objectivos da época era lutar pela revalidação do título de campeão nacional de distância longa no meu escalão, até porque gosto do prefixo “tri”...
Desde a minha primeira “incursão” no O-BTT em Abril de 2004 em Alcaria/Vidigueira senti que já deveria ter investido mais na modalidade, numa época em que ganhou a taça de Portugal em V1 o Luís Sousa e o Jorge Baltazar em 2º.
Na época seguinte entrei de mansinho já no escalão V2 e fiz 6 provas, fiquei em 11º na taça com uma média de 80.3 com o Inácio Serralheiro em 1º e o Francisco Moura em 2º. Nessa época o Camp. Nac. (junto à lagoa de Óbidos, onde iniciei alguns triatlos no passado) foi dominado pelo Inácio, mas na distância longa já fiquei em 4º depois de uma queda ao 2º CP que me obrigou a fazer o resto da prova sem selim !!!
Em 2005/2006 surgem os escalões de idade idênticos ao pedestre na taça, participei em todas as provas do taça e posicionei-me em 2º no H45 com média de 94.3, logo a atrás do Francisco Moura que ganhou este troféu e à frente do José João Moura, um dos meus rivais mais aguerridos. O Camp. Nacional disputado no escalão V2 em Grândola (em apenas uma distância somatório de dois dias) teve como vencedor o Inácio, em segundo o Francisco Moura e já me posicionei em 3º.
Na época 2006/2007 voltei a fazer todas as provas da época, ganhei a taça com 100% de média e nos Campeonatos Nacionais em Penela venci a longa (com o Mário Duarte em 2º e o Luís Sousa em 3º) na média e no sprint fiquei em 2º atrás do Luís Sousa e à frente do Mário Duarte.
Em 2007/2008 com uma assiduidade sofrível (apenas fui a três provas) fiquei em 13º na taça, mas lá consegui vencer o Camp. Nac. na distância longa em Cantanhede.
Esta época, com a preparação do XPD novamente a intrometer-se (desta vez como participante), comecei por faltar às duas primeiras provas, faltei ainda à prova que se realizou na semana a seguir à CA do Mondego por gripe, mas desde Março participei nas provas de Cós e a de Torres Vedras e orientei o treino com o objectivo Camp. Nac. 2008/2009.
Sentia-me bem preparado fisicamente, mas não consegui fazer os treinos de mapa a que me propusera. A agravar, a avaria na suspensão forçou-me a fazer treinos só de estrada nas duas semanas anteriores à prova (e mapa nada). Recebi a BTT na véspera da prova e nem a experimentei... (nem a suspensão Black emprestada; inferior a minha Skareb).
Pelas inscrições pude verificar que lá estavam todos os meus ilustres (e amigos) rivais da época, mais o Paulo Mourão e o famoso Santos Sousa, o que me deu a expectativa de um grande desafio para conseguir atingir o meu propósito.
Na sexta-feira, dia da prova longa, saí do Barreiro com o Vasco já um pouco atrasados, com a agravante de trânsito muito lento na A1, obrigou-me a equipar à pressa (quase não tive tempo para as necessidades do costume) e partir sem aquecer. Fui com andamento moderado, para entrar bem no mapa e “preparar as pernas”. A partir da metade da prova sentia-me a memorizar bem comecei a meter a “talega” e passei para a frente, ia comprometendo tudo no último ponto (200) ao confundi-lo com o finish, perdendo mais de 1 minuto nesta parvoíce. Nem queria acreditar enquanto, à medida que esperava pelos meus rivais, o tempo me ia permitindo perceber que o 3º título consecutivo estava garantido.
No dia seguinte de manhã, na prova de distância média, a pouca concentração e dificuldade de memorização obrigou-me a muita consulta e vários erros, classifiquei-me em 5º.
Durante a tarde refugiei-me na fresca sala do solo duro, alonguei e dormitei (nunca consigo dormir nada de jeito nestes pavilhões ressonantes) bebi uma cervejola, e às 17 horas aqueci bem (50 minutos) e dei comigo a explodir na prova de sprint, que liderei do princípio ao fim com um avanço de 1 minuto e 30 seg. sobre o José João, e assim conquistar pela primeira vez o título na prova de sprint.
Todo este paleio para ressalvar a importância de que no desporto os resultados se conquistam com tempo, persistência, empenhamento nos treinos e uma ponta de sorte. Acreditar e lutar durante a prova, mesmo quando já fizemos alguns erros.
A sorte aparece quando nós também ajudamos: não furei, a opção por pneus novos IRC/Mithos 2.10 atrás e 1.95 à frente revelou-se adequada ao terreno (pude arriscar nas descidas e nunca perdi tracção nas subidas), nos trilhos de eucaliptal reforcei a atenção e moderei o andamento e não tive azares com o dropout nem raios partidos (o que aconteceu a muitos).
Na taça está tudo muito difícil (o primeiro já tem dono) mas ainda vou a Cordova para ver se consigo entrar no trio da frente.
Agora o principal objectivo é Gerês em Junho!


Crónicas do Joaquim Margarido:
NACIONAIS DE ORI-BTT 2009 E V CAMPEONATO IBÉRICO: OPTIMUS VICI!
NACIONAIS DE ORI-BTT 2009 E V CAMPEONATO IBÉRICO: PROVA DE DISTÂNCIA MÉDIA
NACIONAIS DE ORI-BTT 2009 E V CAMPEONATO IBÉRICO: PROVA DE SPRINT